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Entenda como é criada a voz dos assistentes virtuais, que foram dos aplicativos ao pop brasileiro

De quem é 'a voz do Google' e outros serviços? Gravação pode ser feita por várias locutoras e passa por 'desconstrução' e filtros. Infográfico e podcast explicam [...]

Por Campos em 29/11/2019 às 10:12:35


De quem é 'a voz do Google' e outros serviços? Gravação pode ser feita por várias locutoras e passa por 'desconstrução' e filtros. Infográfico e podcast explicam como voz digital virou fenômeno. De quem é a "voz do Google" em português? A curiosidade em conhecer o rosto por trás das vozes de assistentes virtuais existe há vários anos, mas aumentou recentemente por aqui, por conta de dois motivos:

A computação controlada por voz está crescendo. A assistente do Google e as da Apple (Siri) e Amazon (Alexa) já fazem parte da nossa vida e devem fazer ainda mais.

Essa voz virou pop. No Brasil, ela saiu dos serviços de tradução, trânsito e outros para brilhar em vídeos de YouTube e, agora, em músicas de sucesso. ENTENDA NO PODCAST ACIMA.

Ao investigar o sucesso dessa voz, o G1 também quis conhecer sua locutora atual. Mas, atualmente, as empresas não se associam a profissionais da vida real.

As grandes marcas pedem por contrato que as locutoras não se identifiquem. No passado, algumas até apareciam, como a brasileira Regina Bittar, que gravou versões iniciais do Google Tradutor. Mas hoje se evita isso.

Até porque as assistentes mais avançadas costumam usar bases de várias locutoras, que depois são digitalmente filtradas e reconstruídas a partir de inúmeras variações de cada fonema.

Como são criadas as vozes de assistentes virtuais

Aparecido Gonçalves / Arte / G1

Segredinhos falados

Em 2016, o Google deu um raro acesso ao estúdio onde desenvolvia a versão recente da sua assistente. O vídeo de Natalie Dennis, do Google Creative Lab, mostra na prática o processo descrito acima.

Outra inovação que torna a voz mais natural é usar locutoras para tentar ajustar pronúncias e entonações a cada tipo de pergunta e situação, não só a cada palavra. Esse processo que aparece no vídeo bate com o relato ao G1 da locutora Malu Pontes.

A profissional de São Paulo já gravou para assistentes virtuais - mas, conforme a prática atual de mercado, não identifica as maiores clientes dos EUA. Uma das dublagens recentes, esse liberado para divulgação, foi de um assistente de voz para playlists do Spotify.

Várias em uma

"Existem pessoas que têm timbres de voz muito parecidos. Essas locutoras são selecionadas - existem poucas que fazem essa gama de atendimentos virtuais, a maioria no Rio e SP. Além disso, um tratamento é dado à voz, para que fique ainda mais semelhante", diz Malu.

A brasileira conta que, para as grandes empresas de fora, ela recebe longos roteiros e é orientada para ler de diferentes formas por um diretor que fica nos EUA - mais ou menos como o processo que aparece no vídeo de Natalie Dennis, mas à distância.

"É uma gravação de entrega total, Gravo todos os meses, todos os dias. Tem crescido demais a demanda. Hoje eu tenho cinco vezes mais demanda desse tipo de trabalho do que há dez anos", ela afirma.

A voz pode não ter uma cara, mas é cada vez mais presente, lucrativa e pop.

Fonte: G1

Tags:   G1

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