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STJ define que policial acusada pela morte de copeira v√° a j√ļri por homic√≠dio qualificado

Justi√ßa determina que policial civil acusada pela morte de copeira v√° a júri popular Policial acusada de matar copeira diz que atirou em momento de estresse: "Pai [...]

Por Campos em 29/11/2019 às 13:10:44

 

De acordo com o advogado da família da vítima, Ygor Nasser Salah Salmen, s√£o três qualificadoras que podem aumentar a pena. "Motivo fútil, por ter matado alguém em raz√£o do incomodo com o barulho da festa. Perigo comum, porque existiam mais pessoas no local. Torne impossível, por n√£o dar a defesa ao ofendido, j√° que ela estava longe, de costas e n√£o imaginava que alguém iria atirar", explicou em entrevista à Banda B na manh√£ desta segunda-feira.

O homicídio simples prevê pena de seis a 20 anos de pris√£o, j√° o qualificado de 12 a 30 anos. "O juiz havia decidido que ela iria a júri popular sem as qualificadoras, por dolo eventual, mas nunca aceitamos esse entendimento e acredit√°vamos que a ordem processual precisava ser reestabelecida. Acertadamente o STJ, assegurando a competência do Tribunal do Júri, reformou a decis√£o e determinou que a Policial v√° a Júri com as três qualificadoras do Homicídio", destacou.

K√°tia responde ao processo em liberdade e o juiz autorizou que ela siga assim durante os recursos. Ainda cabe recurso da decis√£o do STJ.

O caso

Policial civil em depoimento à justi√ßa

 

Ros√°ria participava de uma confraterniza√ß√£o no dia 23 de dezembro de 2016, no Centro Cívico, quando foi baleada na cabe√ßa. Ela chegou a ser socorrido e ficou internada no hospital, mas n√£o resistiu e morreu no dia 1¬ļ de janeiro. Na Divis√£o de Homicídios e Prote√ß√£o à Pessoa (DHPP), K√°tia disse que se irritou com o barulho da festa, que ocorria ao lado de casa. O disparo teria sido feito da janela do apartamento dela.

A investiga√ß√£o da Polícia Civil apontou que K√°tia fez mais de um disparo contra a festa em que a vítima estava. De acordo com a an√°lise da Polícia Científica, uma das simula√ß√Ķes mostra que a janela de K√°tia é compatível com a trajetória da bala que atingiu a cabe√ßa de Ros√°ria. A investiga√ß√£o encontrou ainda um vídeo de monitoramento de uma empresa vizinha, que apontaria que a investigadora fez pelo menos dois tiros contra a festa e n√£o um como afirmou em depoimento na DHPP. As imagens mostrariam clar√Ķes vindos da janela da policial.

O laudo, no entanto, aponta uma ressalva. Os peritos apontam que uma √°rvore e outros elementos causam uma obstru√ß√£o de vis√£o direta. Mesmo assim, a perícia acredita que a janela é compatível como origem do tiro.

K√°tia foi indiciada pela DHPP pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, motivo fútil e sem defesa pra vítima. O inquérito foi assinado pelo delegado F√°bio Amaro.

Fonte: Banda B

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